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quinta-feira, 4 de junho de 2009

História Semi-Verídica (Parte 6)



Eu tenho um problema muito sério de falta de senso de direção. Entenda melhor, se eu indicar que o que você procura está a duas quadras você provavelmente terá que andar mais duas quadras ou voltar uma.
Infelizmente eu devo ter cara de guia turístico então as pessoas insistem em tirar dúvidas comigo e a verdade é que além de informar errado quando sei(juro que não é de propósito) na maioria das vezes eu não sei e ainda assim tento ajudar.

Outro dia estava no metrô a caminho do trabalho em Copa quando uma senhora me pergunta:

Velhinha: - Você sabe aonde isso termina?!
Eu: - Isso o que? A vida última estação?
V: - O trem. Até onde vai.

[escoteiro mode on] Finalmente eu ia poder ajudar alguém e dar a informação correta! [escoteiro mode off] Eu já estava quase descendo da composição então respondi rapidamente mas com convicção aproveitando pra dar uma colada na placa em cima da porta:

E: - Cantagalo é a última estação.
V: - O que? Camarão? (AHN!?!)
E: - Isso! (AHNNNNN!?!?)

A porta fechou e a velhinha foi embora pra Camarão e eu caguei tudo de novo!!



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quarta-feira, 22 de abril de 2009

A Corrida dos Ratos



A vida é feita de fases e conforme ultrapassamos essas fases o nível de estresse e responsabilidade tende a crescer exponencialmente, e tudo por culpa sua!

Quando criança, lembro que minha maior preocupação era preencher um bloco de papel higiênico com a maior quantidade possível de números, não me pergunte o porquê, só sei que queria ter o bloco mais grosso (ui!).

Fui crescendo (ficando velho, esquece o bloco) e ganhei um novo problema, o boletim, mas só nos finais de bimestre e também só tirei aquele 6,5 porque não entreguei um trabalho maldito, eu nem imaginava o que estava por vir.

Mas não demorou muito pra chegar, vestibular e faculdade. Depois de sofrer um ano estudando 12 horas por dia fui presenteado com uma vaga numa instituição pública. Senti aquele orgulho, que não durou muito, pois me deparei com pessoas que com 1/3 da minha nota e do meu esforço passaram para a mesma faculdade.
Imbecis, ignorantes, desleixados, eles não mereciam aquele lugar que eu tanto lutei pra chegar. Inveja maldita!

Pra completar, me empolguei com esse negócio de ser adulto e resolvi arrumar um estágio. Mas não um estágio qualquer, comecei a trabalhar numa multinacional no ramo de telecomunicações, e no primeiro período! Estava por cima de novo, orgulho voltou com tudo. Eu era o único a trabalhar...e numa multinacional!!

Contudo, logo no primeiro dia adivinha quem eu encontro na empresa? Um imbecil, ignorante, desleixado colega de faculdade! Eu não tinha tempo de estudar, não ganhava tão bem assim e agora nem me gabar eu podia mais. Murphy não perdoa. Se não der errado, ele faz parecer insignificante.

Mas eu comprei essa briga e aviso logo, a cada desafio lançado por Murphy eu me sinto mais incentivado a me superar e fazer melhor. E com isso mais trabalho, mais estudo, mais responsabilidade e eu sou mais um a entrar na corrida dos ratos.

Fica a dica: Livro "Pai Rico Pai Pobre" de Robert Kyiosaki e Sharon Lechter.

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quinta-feira, 16 de abril de 2009

História Semi-Verídica (Parte 5)

A noite sempre começa bem. Amigos reunidos no ponto, outros entrando no ônibus no caminho e partimos para a festa.
O local era um Hostel em Copacabana com tudo liberado, muita mulher bonita e até internet pros geeks de plantão(ou pra enganar as namoradas no msn e orkut...shiuuu segredo).
Claro que se a bebida é liberada cerveja não está no cardápio.

-Whysky e Energético, por favor!

Gritamos a noite inteira em loop.

Pulando a parte da noite que a memória não registrou (não sei porque) chegamos ao fim da festa.
E é aqui que a história começa de verdade.
Voltando da festa embarcamos no primeiro ônibus de cor semelhante ao que deveríamos pegar. Ele não ia pra perto de nossas casas, mas a gente insistiu tanto que o motorista desviou um pouco o caminho e deu uma carona pra outro...ahn bairro!!
Descendo do ônibus paramos em uma lanchonete para comer uma pizza.
Conversa vai, conversa vem, sou cutucado por um dos atendentes da lanchonete.

- Com licença, o amigo ali está com vocês?
- Sim, pq?!
- Pede pro amigo botar as calças.
- Ahn?!!?
- Ehh...pede pro amigo botar as calças!!

Sem calças e sem dignidade, o amigo [ayrton mode on] DE CUECA BRANCA [ayrton mode off] dormia na mesa da lanchonete.
E tem gente que duvida que c* de bebado não tem dono.
Ainda bem que ele não sabe jogar truco! Ou não...

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quarta-feira, 11 de março de 2009

História Semi-Verídica (Parte 4)

O prédio sumiu!!

 


 

Aconteceu comigo um amigo meu...

Em plena quinta-feira a expectativa no trabalho era grande. O motivo? Festa de fim de ano!!!

Show do Monobloco na Marina da Glória acompanhado de muita cerveja e destilados em geral, ocasião perfeita pra perdição e justa causa.

No início era só alegria, cervejinha, aquelas mulheres sempre tão sérias perdendo a linha e até o chefe pedindo pra abraçar o palhaço. Tudo ótimo até duas horas da manhã.

Depois de provar um pouco de cada bebida disponível no local a mistura fez efeito e meu amigo já estava fora de si, pulando e dançando como se estivesse em cima do trio. Hora de volta pra casa.

Pegamos um taxi até a Tijuca e o deixei em frente ao bar Otto num cruzamento na esquina de sua

casa (menos de 5 min a pé). Antes que pudesse me despedir ele já tinha saído do taxi sem dar um centavo e cambaleando seguiu seu caminho.

A partir daqui segue a narração do próprio.

Segui a rua, um pouco tonto e louco pra deitar, por uns 10 min até perceber que já passara muito tempo e o prédio não chegava.
Resolvi voltar!
Foram mais alguns minutos andando e eu estava de volta a esquina mas nada do prédio.
Resolvi voltar!
Depois de duas ou três idas e vindas o cansaço já tomava conta de mim, então resolvi ligar para meu irmão, o que não seria um problema já que ele trabalhava de noite. Não seria SE eu tivesse acertado o número dele. Liguei para minha mãe, minha irmã, meu amigo e pra mim(?!) algumas vezes antes de conseguir falar com ele.

EU: - Irmão, qual o número do nosso apartamento??
IRMÂO: - Quê?
E: - O número do apartamento, qual é?
I: - 302, pq?
E: - Não porra!! Do prédio!!!
I: - Cacete, 700!
E: - Caralho!! Fudeu!!
I: - O que houve?
E: - O prédio sumiu!
I: - Sumiu??
E: - Sumiu pô! Tô aqui na rua e não tem 850!
I: - Aonde você tá?
E: - Na rua.
I: - Não pô, o número!
E: - 450.
I: - Então segue em frente.
E: – OK

-- alguns segundos depois --

I: - Tá aí?
E: - Tô
I: - Então, tá em que número agora?
E: - 420
I: - Vai pro outro lado idiota!
E: - Tô indo.
I: - Então??
E: - 500, 520, 550...
I: - Isso aí, tá chegando!
E: - Fudeu!
I: - Que houve??
E: - Acabou a rua!
I: - Como acabou?
E: - Tô numa ladeira, não tem mais rua.
I: - Nossa rua não tem ladeira!!!
E: - Claro que tem! Eu tô nela!! Acha que eu sou idiota!?!
I: - Cacete...o que tem aí em volta?
E: - Nada.
I: - Como nada? Tem que ter algo!
E: - Só prédio.
I: - Pqp! Não tem mais nada??
E: - Tem uma escola.
I: - Qual?
E: - Deixa eu ler a placa.........Matrículas Abertas!!
I: - ...
E: - Eu vou voltar.
I: - Pra onde?
E: - Pro Otto.
I: - Isso, vai e fica lá!

10 min depois minha mãe aparece pra me buscar enquanto eu disputava a calçada com um mendigo.

 

Pra não deixar dúvidas.

Sim, eu deixei ele na esquina certa.
Sim, ele seguiu para a rua errada.



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quarta-feira, 18 de junho de 2008

História Semi-Verídica (Parte 3)


Durante uma de minhas raras visitas ao banco me deparo com o desespero de um cara diante do caixa eletrônico.
Ele chiava e resmungava até que resolveu pedir ajuda a um "posso ajudar".

Anta - Rapaz assim não é possível!! Essa máquina engoliu meu cartão de novo!!
Posso Ajudar - Como assim senhor?
A - Eu enfiei o cartão e ela não quer "cuspir"!!
PA - Mas senhor isso não é possível. Nesse caixa você PASSA o cartão e não enfia!!
A - Você acha que eu sou idiota!?!!
PA - hummm...
A - Tava meio duro mas enfiiiiei o cartão sim. Aqui no buraquinho olha!!!!
PA - Senhor, esse é o buraco por onde sai o extrato.

(10 segundos depois)

A - Eu quero falar com o gerente!!

E tem gente que reclama de ir ao banco...pura diversão!


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quinta-feira, 22 de maio de 2008

História Semi-Verídica (Parte 2)


Dia desses aqui em casa durante uma falta de luz:

Meu irmão: - Nada pra fazer, acho que vou na Dafra ver as motos.
Eu: - Humm...
MI: - Pô, será que tem classificados no jornal de hoje?
Eu: - Tô com Veículos na mão.
MI: - Ahhh, tem aqui Imóveis (???)
Eu: - Se quiser tem uma Susuki, só R$28.500
MI: - Não.
Eu: - Pobre.
MI: - Olha isso, 1 Imóveis Compra, 2 Imóveis Aluguel, 3 Empregos e Negócios, não tem 4 e vem 5 Casa & Você. Cadê o 4, deve ser das motos!!
Eu: - Tô com o 4 na mão.
MI: - Cacete!! Por que você não falou?!!?
Eu: - ...pqp...


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terça-feira, 20 de maio de 2008

História Semi-Verídica


Estavamos eu e um amigo voltando do almoço pelas ruas de Copacabana quando avistamos uma mulher linda com uma saia minúscula vindo em nossa direção. Meu amigo, muito mulherengo e cara-de-pau, não pensou duas vezes antes de mexer com a moça, o que ele não sabia era que o namorado vinha logo atrás. Segue o diálogo:

Amigo: - Fiu Fiu oooo coisa linda!!
Moça: ... (cara de nojo)
Namorado: - Calma ae rapá...é minha namorada!!!
Amigo: - Pô foi mal...achei que era puta!!! (E segue como se nada tivesse acontecido)

O importante é sair por cima!
t+


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